Grande popularidade e aceitação da droga no Brasil colocam país como 2º do mundo em consumo e apontam para a complexidade de um problema que não se reduz à maconha
Apesar de um final “ideológico” – e portanto distorcido –, uma matéria publicada no Valor Econômico desta semana traz aspectos interessantes tanto para os interessados no antiproibicionismo quanto praqueles preocupados com a América Latina e seus tantos imbróglios. Assinado por Fabio Muraka, o texto traz dados relevantes sobre o mercado de drogas no Brasil e seus efeitos sobre a economia e a política — logo, também sobre a vida — dos bolivianos.
Segundo fontes ouvidas, na esteira do crescimento do poderio econômico de um setor expressivo da população brasileira no pós-FHC cresceu também o consumo de drogas ilícitas no país, substâncias que, apesar de proibidas, não deixam de ser, antes de tudo, mercadoria. O Brasil já seria o segundo maior consumidor de cocaína do mundo, ficando atrás apenas dos EUA – sim, aqueles que intervêm em outros países acusando seus governos de negligência.
Este aspecto é interessante pois mostra o quão disseminado está o consumo de psicoativos ilícitos na sociedade brasileira, a despeito do que pensam o Estado e seus corruptos operadores. Além disso, é mais um índice que faz refletir sobre a amplitude de um problema que não se resolve com o olhar voltado apenas para a maconha, como parecem pensar alguns.

Evento discute drogas, redução de danos e saúde e busca consolidar alternativas à internação compulsória de usuários
Baseada no respeito ao usuário, estratégia pode ser resumida no slogan: “Quem usa não abusa; quem não usa não acusa”



Quem quer transformar o mundo deve reproduzir, em nome da eficácia, o controle sobre os corpos e as ações de disciplinamento praticadas pelo Estado ?

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